quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Administração Pessoal: Balanço patrimonial


Quando se trata de administração pessoal, o balanço patrimonial é um dos itens de fundamental importância. Para se alcançar uma situação financeira confortável, é preciso estabelecer metas de curto, médio e longo prazo, e comparar essas metas com a situação presente, para avaliar como está o progresso em atingi-las. A "situação presente" é demonstrada precisamente pelo balanço patrimonial.
       Ocorre que a maioria das pessoas nunca fez um balanço patrimonial sequer. Por isso, não há como definir com exatidão como está sua situação em termos de bens, sendo esta indefinição tanto maior quanto mais bens esta pessoa possua. Porém, mesmo pessoas com relativamente poucos bens podem se beneficiar da realização do balanço, pois isto evidenciaria as lacunas patrimoniais em sua vida. Por exemplo, identificando que o item "Bens imóveis" fica deixado em branco na planilha, então seria uma meta razoável procurar adquirir um imóvel próprio.
       Não estamos entrando no mérito aqui das dificuldades de se atingir metas. O foco é a criação e atualização sistemática do Balanço Patrimonial pessoal. Isto é feito comumente com auxílio de planilhas eletrônicas (principalmente o Excel da Microsoft, mas posso citar também o Calc do BrOffice, que é gratuito, por sinal).
       Os itens que geralmente constariam nessas planilhas são: Ativos e Passivos. Na seção "Ativos", lista-se os ativos de alta liquidez e baixa liquidez. Na seção "Passivos" lista-se as prestações que ainda estão sendo pagas.
Obs.: Liquidez pode ser entendida como a medida da 'facilidade' com que uma pessoa pode converter um bem em dinheiro disponível para uso imediato.
       Os Ativos seriam, então, os bens e itens que podem trazer rendimentos à pessoa ou representar sua "riqueza": dinheiro vivo, contas correntes em bancos, aplicações financeiras (poupança, fundos de investimento, depósitos a prazo, títulos públicos etc), automóveis e imóveis (estes dois últimos de média e baixa liquidez, respectivamente). Os Passivos são as dívidas: prestações, notas promissórias, saldos devedores etc. Normalmente não se listam eletrodomésticos e mobília na seção de ativos, mas o saldo devedor de suas prestações pode ser colocado na seção de Passivos; prática recomendável, porque sempre estaremos calculando o saldo positivo do balanço patrimonial para "menos", sendo assim mais rigorosos consigo mesmos para nos indispormos a contrair dívidas, e nos predispormos para aumentar a seção de Ativos.
       Então, este seria o objetivo básico do "jogo": aumentar o valor dos Ativos e diminuir o dos Passivos. Para aumentar os Ativos, é necessário: trabalhar em empregos com melhores salários, melhorar a rentabilidade de investimentos, conseguir renda extra etc, ou seja, "aumentar a receita pessoal". Para diminuir os Passivos: controlar gastos, começando com supérfluos e, principalmente, procurando ser feliz com um padrão de vida abaixo de seus rendimentos reais ("real": descontado imposto de renda e inflação); ou seja: "diminuir as despesas pessoais."

2 comentários:

  1. Muito legal esse texto!
    Achei muito bacana principalmente por sugerir
    um "jogo" uma meta para criar valor, agregar riqueza, aumentar o patrimônio líquido.
    Seu artigo mostrou não apenas um confronto de "o quanto eu ganho" versus "o quanto que gasto", que seria uma DRE ou DFC, foi além: propôs um balanço patrimonial como ferramenta de "Controladoria" e acompanhamento gerencial do patrimônio e capacidade financeira.

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  2. Obrigado pelo comentário, Rosi. Esperamos poder contar sempre com sua contribuição!
    Para esclarecer: "DRE: Demonstração (ou demonstrativo) do Resultado do Exercício; DFC: Demonstração do Fluxo de Caixa."
    Esse assunto me remete a outro, que gostaríamos de publicar, a saber: a importancia da elaboração e acompanhamento do Orçamento.

    Continue em nosso blog!

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